quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

31 histórias sobre o fim (ou 21, caso o mundo acabe) #3

Reflexões diárias sobre o fim do ano, o fim do mundo, o fim das histórias e o início de outras coisas em histórias ilustradas.

#3 - Por enquanto

Por enquanto o pico mais alto,
por enquanto o oceano mais profundo;
por enquanto uma mente louca,
por enquanto o corpo de um Buda;
por enquanto um Mestre Zen,
por enquanto uma pessoa comum,
por enquanto a terra e o céu...

Sendo que não há nada além deste momento,
"por enquanto" é todo o tempo que existe.


"For the time being" de Zen Master Dogen, em livre tradução.

A viagem de Mathias e Dudu


Mathias e Dudu pegaram um ônibus em Londres e foram parar no fundo do mar.

Dudu ficou espantado porque estavam embaixo d'água e conseguiam respirar.

- Não se preocupe, é só um sonho - disse Mathias.

- Ah bom... - respondeu Dudu.

Mathias se esqueceu como acabou o sonho, mas acordou com sede.

domingo, 2 de dezembro de 2012

31 histórias sobre o fim (ou 21, caso o mundo acabe) #2


Reflexões diárias sobre o fim do ano, o fim do mundo, o fim das histórias e o início de outras coisas em histórias ilustradas.

#2 - Parlenda do domingo, pé de cachimbo, que acaba no fim do mundo

Hoje é domingo
pede cachimbo,
o cachimbo é de barro
bate no jarro,
o jarro é de ouro
bate no touro,
o touro é valente,
bate na gente
a gente é fraco
cai no buraco,
o buraco é fundo,
acabou-se o mundo.

A parlenda é uma história de origem popular, normalmente de autor desconhecido, com rimas fáceis e sentidos diversos - há inclusive quem não veja sentido. Eu vejo! E na minha história o mundo acaba no domingo para começar de novo na segunda-feira.

sábado, 1 de dezembro de 2012

31 histórias sobre o fim (ou 21, caso o mundo acabe) #1

Reflexões diárias sobre o fim do ano, o fim do mundo, o fim das histórias e o início de outras coisas em histórias ilustradas.


#1 - Do início ao fim

Na linha do horizonte
mora o mar
mora a terra
mora o ar
Moram as montanhas
e as pirâmides resistentes do deserto
erguidas das areias sem concreto
Areias onde moram os barcos
quando não podem navegar
Diferente dos buritis
que têm água embaixo de si
e nunca precisam sair do lugar
Por isso há buritis e pirâmides no deserto
Por isso há coisas para ver de longe e de perto
Mas por que será que os olhos mudam de cor ao chorar?
Será por isso que as lágrimas têm gosto de mar?
A linha do horizonte é assim:
tão clara, mas não se pode dizer bem
onde é o início
o meio
e o fim.

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Sobre ser

Sou de carne e osso. Me interessam as pessoas, a natureza, as cores, as palavras e tudo o que seja de verdade.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

DETALHES

Um telefonema, uma foto que compartilham com você, uma ideia que de repente te dá coragem de fazer tudo diferente... detalhes são pequenos justamente para você prestar atenção.